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segunda-feira, 7 de abril de 2014

PALAVRA DO PASTOR - APROVANDO O QUE É AGRADÁVEL

Efésios 5:10. Aprovando o que é agradável ao Senhor.


Vivemos em um tempo de muita confusão, onde as pessoas têm perdido a sua sensibilidade pelo espiritual, pelo sacro, pelo divino, e irresponsavelmente tem substituído o espiritual pelo carnal, pelo mundano, diabólico; onde infelizmente o cristianismo praticado pelos apóstolos, pelos mártires, pelos homens consagrados, que revolucionaram o mundo, se tornando exemplo de fé e de consagração, não serve como modelo para os nossos dias.

Paulo exorta a Igreja de Éfeso a não ser companheiros destes. (V. 7)

A Bíblia declara que existe diante de nós dois caminhos: O que nos aproxima de Deus e o que nos afasta de Deus. O que nos identifica com Deus e com sua Palavra e o que nos identifica com o mundo e Satanás.

A Bíblia nos exorta a mantermos uma vida consagrada, separa do mundo.

Infelizmente temos vivido um tempo em que o cristianismo tem perdido sua identidade, porém o conselho de Deus é que nos afastemos deste caminho, e nos voltemos para Deus.

O Cristianismo não deve nos agradar, mas sim a Ele. O culto não deve nos agradar, mas sim a Ele. A música não deve nos agradar, mas sim a Ele. Eu não devo me agradar, mas sim a Ele.

Paulo exorta a igreja de Éfeso a não ser conivente. (V.8) Temos que resistir. Não é resistir simplesmente falando contra, é resistir permanecendo no certo, naquilo que é bíblico, que é agradável a Deus. Quando não fazemos o certo com zelo, amor e cuidado, permitimos que o mundano, o imundo seja apreciado. Nossa resistência está em vivermos uma vida para Deus, de acordo com os seus princípios, não aceitando os moldes do mundo.


Continue buscando aquilo que lhe aproxima de Deus, que te leva ao céu, que promove a paz, que manifesta transformação e opera libertação. A alegria do mundo é passageira a de Deus é eterna.

quarta-feira, 12 de março de 2014

CRISTIANISMO: CAUSA OU OPORTUNISMO ?

E disse Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. (Mateus 8:20)

A Teologia da prosperidade e da libertação tem transformado o cristianismo em uma religião de conveniências. Não é errado entendermos que através de Cristo somos supridos nas necessidades físicas, emocionais e materiais. (Mateus 6:28-33, João 14:27, Atos 2:21...) O que pode se tornar um erro, é vivermos um cristianismo voltado inteiramente para estas coisas, transformando ele, o cristianismo, num oportunismo de conveniências, onde toda a nossa prática e vida cristã é desenvolvida, no objetivo de alçarmos estas coisas ou nos tornarmos dignos de tais. (Tiago 4:3, Fil. 3:19, Mat. 6:14 ...)

  • Contribuímos para termos mais dinheiro e consequentemente mais bens materiais.
  • Fazemos boas obras para que através delas nos tornemos merecedores do céu e dos favores de Deus.
  • Jejuamos e oramos para sensibilizarmos o coração de Deus, assim tornando propício o seu favor.
  • Perdoamos e ajudamos o próximo, para que estejamos em condição de receber igual favor de Deus.
O cristianismo materialista e terreno, afeta diretamente a visão e os valores espirituais, descaracterizando a comunhão eclesiástica e litúrgica.

Vejamos alguns sintomas que caracterizam um cristianismo de oportunismo:

  • A busca de uma igreja aonde venha me sentir bem, que tenha princípios e doutrina que se identifique com a minha maneira de pensar, que tenha ministérios e pessoas legais,
  • A busca de um cristianismo e uma igreja que resolva os meus problemas financeiros, físicos e emocionais,
  • Um cristianismo que seja desenvolvido em um ambiente de pessoas perfeitas, com atitudes perfeitas, que me sirvam quando eu precisar,
  • Um cristianismo que me de a liberdade para um envolvimento, não sendo permitido cobrar de nenhuma forma uma participação mais efetiva e comprometida com um ministério desenvolvido na igreja.
  • Um cristianismo que permita respostas como: quando eu puder, se eu puder, se for possível, se tiver vontade, se tiver tempo, vou pensar, se não tiver coisa mais importante para fazer, se não atrapalhar as minhas coisas, se não tiver cansado, se o tempo estiver bom...
Muitos têm procurado este estilo de religiosidade, limitam o vir a igreja como uma dever religioso, o cristianismo não é uma causa, é uma oportunidade de realizações.

Um cristianismo de oportunismo permite perguntas como:

  • O que eu vou ganhar com isso,
  • Qual a mensagem que as pessoas gostariam de ouvir,
  • Vai ter comes e bebes,
  • Quem vai cantar ou pregar hoje,
  • Qual a igreja que eu posso resolver mais rápido os meus problemas?
O cristianismo não é uma prática de um oportunismo de conveniência, o cristianismo é mais do que pão, do que roupa, do que saúde física, do que culto bonito, do que mensagem agradável, do que ambiente favorável, apesar de serem todas estas coisas boas, e grande parte delas promessas de Deus, o CRISTIANISMO É UMA CAUSA.

  • O cristianismo é um exercício de convicção – Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia. (2Tm 1:12)
  • É praticado como uma missão – Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho! (1Co 9:16)
  • É exercitado independente de circunstâncias – Senão o que o Espírito Santo de cidade em cidade me revela, dizendo que me esperam prisões e tribulações. (At 20:23)
  • É defendido se necessário com a própria vida – Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará. (Mc 8:35) Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus. (At 20:24)
  • Afasta-nos, as vezes, de pessoas e coisas que amamos – Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo. (Lc 14:33)
  • Não é um luta contra a pobreza, a doença, contra pessoas; é uma luta contra satanás e suas mentiras, contra o pecado - Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. (Ef 6:12)
  • Que tem como recompensa uma glória futura – Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono. (Ap 3:21) E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna. (Mt 19:29)
  • Que não promete um céu terreno mas um descanso eterno - E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas. (Ap 21:4)
  • Que é vivido na força, na sabedoria e no poder de Deus - Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares. (Js 1:9) Sairei na força do Senhor Deus, farei menção da tua justiça, e só dela. (Sl 71:16)
Qual o cristianismo que você está vivendo? Deus nos chama a nos identificarmos com Ele, com sua causa, nos diz que talvez não vamos ter nada neste mundo, mas com certeza os galardões nos esperam, porque, para Ele, o mais precioso é a salvação da alma, pois enquanto as coisas são passageiras, a lama é eterna. Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma? (Mt 16:26)

Se Deus não nos desse nada nesta vida a não ser a vida eterna, terá nos dado o mais importante e necessário para cada um de nós.

Se não conseguirmos nada nesta vida a não ser, como instrumento nas mãos de Deus, cooperarmos com a salvação dos perdidos, teremos feito aquilo que é mais significativo, enquanto aqui na terra.

Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. (Mt 6:20)

Deus não nos pede nada que Ele mesmo já não tenha feito, Jesus abriu mão de tudo, para morrer por nós, e com isso proporcionar a oportunidade de salvação.


Temos que servir a Deus não por aquilo que Ele pode nos dar, mas por aquilo que Ele é, por aquilo que Ele representa. Quando fizermos isto, o cristianismo deixará de ser de conveniência, passando a ser uma causa.